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Independência financeira: como começar a sua reserva de emergência

Quando eu decidi me educar financeiramente, o termo “reserva de emergência” apareceu constantemente. Demorou um pouco – não minto – mas entendi como ter uma reserva pode fazer a diferença na sua vida. Esse é o primeiro passo para quem quer se preparar para ter uma estabilidade financeira

Crédito: Damir Spanic

Pra você entender a importância da reserva de emergência, imagina comigo: o seu orçamento mensal é super controlado e geralmente necessita de algum jogo de cintura no fim do mês para fechar as contas. Aí, acontece o inesperado, como um acidente de carro, uma emergência de saúde ou até a perda de um emprego. E o que você faz? Se desespera pelas contas e os juros do cartão de crédito e cheque especial? Calma! Nós queremos te ajudar para que isso não aconteça.


Infelizmente, essa é uma situação que atinge uma boa parte da população brasileira financeiramente ativa. É justamente por isso que existe a reserva de emergência. Trata-se de uma reserva dinheiro construída a partir do custo fixo de uma pessoa, visando se proteger de circunstâncias incontroláveis. Então, preparamos esse artigo para explicar o porquê e como começar a sua reserva de emergência.


Porque ter uma reserva de emergência?

A resposta é simples e pode ser respondido com esses dois motivos: dormir tranquilo à noite e buscar a estabilidade financeira. Esses gastos emergenciais não controlados, podem causar uma grande instabilidade financeira e acabam se tornando dívidas que acumulam juros intermináveis.


Nesse momento, aquele dinheiro que você tem guardado pode cobrir as contas mais importantes. Contas estas que tendem a ser cobertos pelo cheque especial ou pelo cartão de crédito. Iniciando aquela bola de neve que nós conhecemos e tememos.


Como os juros destas ferramentas são altíssimos, a dívida tende a aumentar exponencialmente, e pode se levar anos até que a situação seja controlada. Ou, até que o banco – finalmente – ofereça algum tipo de acordo que você consiga pagar aos poucos.


Então, salvar uma pequena quantia todos os meses para formar essa reserva, o gasto inesperado seria coberto pela reserva e nenhuma dívida nova seria criada. A reserva de emergência, além da proteção e tranquilidade que oferece, é o primeiro passo para se alcançar a estabilidade financeira.


Como posso começar?

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O primeiro passo é planejando seus custos fixos mensais. São gastos compulsórios, que você não tem escolha ao pagar. Seu valor tende a variar pouco. Por exemplo: contas de energia, água, aluguel, financiamentos, etc. Diferente do que muitos pensam, estes são os vilões do endividamento. Se você sabe o quanto custa viver, sabe quanto dinheiro está disponível para ser gasto com os custos variáveis.


O passo seguinte, então, é definir quanto guardar na sua reserva de emergência. O valor varia de pessoa para pessoa, de acordo com a realidade financeira de cada um. Não existe um método talhado em pedra ou “quantia ideal “. No fim das contas, é você quem conhece melhor o seu dinheiro, e quanto está disposto a poupar todo mês.


Por exemplo, você pode definir que sua reserva de emergência será o equivalente a seis vezes seu custo fixo mensal. Dessa forma, se perder o emprego amanhã, terá seis meses de dinheiro garantido para custear o básico, até encontrar um novo emprego. Isso sem contar também com o valor de seguro desemprego. Tudo pode ser feito de acordo com o seu tipo de renda. Se for autônomo, essa quantidade pode ser o equivalente a doze meses de custo fixo, por exemplo.


Definida a quantia, só resta economizar. Encare a quantia a ser guardada como parte do custo fixo – você deve guardar todo mês um montante, de forma compulsória. Os grandes investidores pensam dessa forma: guarde primeiro, gaste depois. Assim você cria o hábito de poupar sempre, e não se torna “mais um peso” no mês.


Devo investir ou apenas guardar? Tem algum valor específico?

Reforçando: você é quem decide. Vai depender do quanto você tem disponível para poupar todo mês, e quão rápido quer montar sua reserva. Uma dica é definir uma porcentagem fixa de sua renda líquida (por exemplo, 20%). Mesmo que te aperte hoje, vai garantir um futuro mais seguro.


Já sobre investir ou guardar, existe uma grande guerra em curso entre os “especialistas de internet”. Uns recomendam investir, outros dizem que o dinheiro deve estar à disposição o mais rápido possível. Quem vai decidir o que é melhor? Você. Afinal, você é o responsável pelo seu dinheiro.


A palavra-chave aqui é liquidez. Liquidez significa, de forma resumida, o quão rápido você vai ter acesso ao dinheiro que tem guardado ou investido em um banco ou corretora.


Em casos emergenciais, a última coisa que você vai querer é seu dinheiro preso numa instituição financeira. Caso decida por investir sua reserva, opte por investimentos cuja liquidez é mais rápida. O lado negativo é que estes investimentos tendem a ter uma rentabilidade menor. Exemplos: Tesouro Selic e CDBs de curto prazo.


Já, se prefere que seu dinheiro fique disponível o mais rápido possível, o mercado oferece alternativas interessantes. A NuConta, por exemplo, oferece rentabilidade diária atrelada ao CDI – uso e recomendo. Seu dinheiro rende um pouquinho todo dia, e fica sempre à disposição.


Ah, é importante destacar que tudo isso não se trata de uma recomendação de investimentos. Estamos apenas apresentando as opções presentes hoje no mercado, suas vantagens e desvantagens. Caso decida por alguma das opções, o mais seguro é procurar um agente de investimentos da instituição de sua confiança.


Como saber o que é emergência e o que é desejo?


Crédito: Gerardo Marrufo

A reserva de emergência é uma ferramenta para garantir sua segurança financeira mediante situações que fogem do seu controle.


Desejos são compras impulsivas, algo que você quer muito adquirir. Se seu objetivo é construir sua reserva de emergência o mais rápido possível, estas compras impulsivas devem sim ser evitadas.


Porém, nada impede que você utilize a reserva de emergência para aproveitar uma promoção imperdível de algo que queira muito. Não é uma boa prática, mas aproveitar oportunidades e grandes descontos também é uma forma de se economizar dinheiro.


A regra aqui é ter juízo: um gasto bem pensado também é um investimento. O importante é repor essa quantia na sua reserva o quanto antes, para evitar ser pego desprevenido quando este dinheiro for necessário.


Agora conta pra gente, já está pronta para ser financeiramente estável?


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